Perspectivas para a construção civil e imobiliária após a pandemia

A pandemia do Covid-19, o novo coronavírus, trouxe muitas incertezas para diversas áreas de atuação em todo o mundo, e a construção civil não foi exceção. Ela, que estava prestes a voltar a crescer, também teve uma queda e agora precisa batalhar muito para recuperar o seu crescimento. Foi pensando nisso que a Barbarotti Imóveis preparou um texto a respeito das perspectivas para a construção civil e imobiliária após a pandemia.

No restante deste texto, nós te mostramos como o cenário estava antes da pandemia, como ele ficou nas primeiras semanas e como ele está agora. Continue a leitura e confira!

Cenário da construção civil antes do novo coronavírus

Como todos sabemos, a situação da construção civil não esteve entre as mais positivas nos últimos anos. Contudo, isso estava para mudar no ano de 2020. Afinal, a previsão era a de que o PIB crescesse pelo menos 2,2%, além do fato de que muitos investimentos estavam apontando para a recuperação do segmento construtivo. Afinal, não é à toa que ele foi um dos maiores setores do mercado brasileiro por muitos anos.

Com as chegadas do novo coronavírus, da pandemia e do isolamento social, porém, houve uma grande mudança neste cenário de crescimento que vínhamos observando nos últimos meses. Estes fatos obrigaram muitas obras a darem uma pausa. Ainda que curta, ela já foi suficiente para trazer algumas consequências não muito positivas. Confira na sequência.

Piores números registrados

Como era de se esperar, os piores números registrados foram logo no início da quarentena, quando as medidas estavam mais severas e praticamente todos os setores de atuação do mercado tiveram de parar. De acordo com a empresa de consultoria Prospecta Obras, que diz ter mapeado cerca de 90% de todas as construções brasileiras, o estado da construção civil, no dia 30 de março, estava assim:

  • 32% das obras de residência unifamiliar (casas de 50 a 600 m² de todos os padrões) pararam;
  • 97% das obras de residência multifamiliar (prédios residenciais e comerciais) foram paralisadas;
  • 98% das obras industriais estavam paradas;
  • E, por fim, quanto às obras de infraestrutura, até a data apenas continuaram as que envolviam hospitais, representando 7% do total.

Quem vê estes números se assusta logo de cara. Porém, felizmente essa realidade durou por pouquíssimo tempo, como você pode ver abaixo. 

Como estamos agora e previsões para o futuro

Outra pesquisa, desta vez feita pela ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), que diz conter 36 empresas, representando, assim, grande parte das maiores incorporadoras do Brasil, mostrou que pouquíssimas obras estão paradas. De acordo com eles, como divulgado no dia 15 de maio:

  • Hoje, apenas 52 obras estão paradas, enquanto outras 757 estão em andamento. As obras interrompidas representam somente 6% do total, mostrando como o setor foi capaz de contornar a situação;
  • No final do mês de março, mesmo com as paralisações citadas anteriormente, 82% dos operários efetivos estavam trabalhando. Hoje, com praticamente todas as obras ativas, este número subiu para 87%.

Como podemos ver, o cenário é bem positivo quando comparado ao de outros segmentos que pararam por mais tempo ou que continuam parados. Graças à adoção de medidas de proteção nos canteiros de obras, foi possível que a construção civil e imobiliária continuasse o crescimento previsto, ainda que em números reduzidos.

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